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    A Sopa de Letrinha das Aplicações Financeiras Destaque

    Quando falamos de Aplicação Financeira, geralmente nos damos contas da quantidade de “sopa de letrinhas” que nos falam: CDB, CDI, LCA, etc, mas como saber qual delas é a melhor e o que significa cada uma ? A importância do significado de onde você estará colocando o seu dinheiro é de fundamental importância para saber ser poderá ou não efetivamente ter o retorno esperado e qual o risco do segmento.

    Aplicação Financeira 1Esta matéria é para explicar algumas das principais aplicações referente a Captação Bancária de Renda fixa, destinada aos investidores. Este mercado cresceu muito nos últimos anos e hoje atinge mais de três milhões de investidores e movimenta mais de R$ 2 trilhões. O Nome “Renda Fixa” já significa que, ao aplicar nesta modalidade, o investidor já poderá saber quando ganhará (se for pré-fixado), levando a aplicação até a data pactuada.

    Ao investir nesta modalidade, você estará emprestando o seu dinheiro para alguém, como banco, empresa ou para o governo. Ao emprestar o seu dinheiro, você receberá uma remuneração devidamente pactuada. Quem ganha com isso não é só o investidor, pois para quem emite esse título, é uma forma de captar recursos e financiar seus projetos ou negócios, gerando mais oportunidades para nosso País.

    Qual o Risco?

    Investir em Renda Fixa não garante exatamente que você estará livre de oscilações na rentabilidade, pois elas podem ocorrer, por exemplo, devido às variações das taxas de juros e de diversos fatores econômicos. Por isso, a maioria dos tipos de investimento estão atrelados a alguns indexadores, fazendo com que o investidor sempre tenha uma remuneração acima da inflação.

    Liquidez

    Ao aplicar em um determinado investimento, existe uma regra que define a rentabilidade no ato da negociação e classifica os títulos em pré-fixados (quando os rendimentos já são conhecidos com antecedência) e pós-fixados (quando o rendimento depende de um indexador). Outro detalhe importante é que a remuneração pactuada só vale se respeitado o prazo de vencimento. Por isso é importante que antes de qualquer tipo de investimento, faça o seu planejamento pois, dependendo do tipo de aplicação, não deverá mexer neste investimento durante o prazo pactuado.

    Indexador

    Vem da palavra “index”, que significa índice. Serve de base para nortear a correção de valores nas aplicações. O mercado financeiro utiliza uma série de índices para atualizar e projetar o resultado dos investimentos, sendo os mais utilizados DI (taxa de juros interbancária), IPCA (índice de preços) e IGP-M (taxa de inflação) e Selic (taxa básica de juros). Vamos depois explicar como realizar as divers contas que são necessárias para que possamos entender melhor quais são os melhores para a nossa aplicação, respeitando-se todas as devidas particularidades de cada investido.

    FGC, Fundo Garantidor de Créditos

    Aplicação Financeira 2O FGC é a associação responsável pelo socorro a correntistas, poupadores e investidores em caso de falência da instituição financeira. É possível recuperar os depósitos ou créditos até o limite de 250 mil reais por CPF/CNPJ e por instituição financeira de um mesmo conglomerado. Produtos de Renda Fixa como CDB, LCI, LCA e Letras de Câmbio contam com esta proteção do FGC. Vale lembrar que, se você possuir
    investimentos acima de 250 mil reais em um mesmo banco, distribuídos em conta corrente, conta poupança e CDB, só estará protegido até o teto de 250 mil reais. Antes de contratar o investimento, avalie o emissor do papel e peça orientação a sua corretora ou banco. 

    Vamos então aos principais tipos de investimentos de Renda Fixa relacionados a Captação Bancária. Existem outros tipos de investimentos que serão explicados posteriormente:

    1. LCI - Letra de Crédito Imobiliário.

    A LCI é um dos instrumentos de Renda Fixa mais procurados pelo investidor pessoa física e que mais cresceram nos últimos anos, por conta de sua isenção de Imposto de Renda para esse público. Representa uma fonte de recursos para o setor imobiliário, pois possui como lastro créditos imobiliários, e as taxas pactuadas podem ser pré ou pós fixados. Este tipo de investimento possui à cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).  A LCI não possui liquidez diária e sendo assim, não pode ser resgatada a qualquer momento, e o prazo mínimo de vencimento desse ativo varia de acordo com o indexador que possui.

    2. LCA - Letras de Crédito do Agronegócio.

    A LCA é um título emitido por uma instituição financeira, e é utilizada para captar recursos para participantes da cadeia do agronegócio. Este tipo de investimento tem como um de seus atrativos o fato de que os investidores pessoas físicas têm seus rendimentos isentos de Imposto de Renda. Outro diferencial é o fato de as LCA’s emitidas a partir de 23 de maio de 2013 terem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite estabelecido pelo Fundo para recursos numa mesma instituição. A LCI não possui liquidez diária e sendo assim, não pode ser resgatada a qualquer momento, e o prazo mínimo de vencimento desse ativo varia de acordo com o indexador que possui.

    3. DI - Depósito Interfinanceiro.

    Negociado exclusivamente entre instituições financeiras, o Depósito Interfinanceiro (DI) é um título privado de Renda Fixa que auxilia no fechamento de caixa dos bancos, como instrumento de captação de recursos ou de aplicação de recursos excedentes. O Depósito Interfinanceiro não pode ser vendido a outros investidores e não há incidência de impostos sobre a rentabilidade. Os títulos têm elevada liquidez e embutem um baixíssimo risco, normalmente associado à solidez dos bancos que participam do mercado.

    4. DPGE - Depósito a Prazo com Garantia Especial.

    O DPGE é um título de renda fixa representativo de depósito à prazo criado para auxiliar instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento, de investimento, além de sociedades de crédito, financiamento e investimentos e caixas econômicas – de porte pequeno e médio a captar recursos. Assim, confere ao seu detentor um direito de crédito contra o emissor. Os DPGEs podem remunerar a taxas pré ou pós-fixadas. O prazo de resgate é determinado no momento da contratação, mas não pode ser inferior a 6 meses nem superior a 36 meses. Uma característica importante é a não poder resgatar antecipadamente nem parcialmente. Incide tributação de IRPF.

    5. LF - Letra Financeira. 

    Além de ser um relevante instrumento de captação das instituições financeiras, a Letra Financeira (LF) tem características particulares, o que lhe confere o título de grande aposta do mercado. Este tipo de investimento visa alongar a forma de captação dos bancos, proporcionando melhor gerenciamento entre o ativo e o passivo dessas instituições. Um dos seus principais diferenciais é ter prazo mínimo de dois anos para o vencimento, sem possibilidade de resgate total o parcial antes desse prazo. A remuneração pode ser por taxa de juros prefixada - combinada ou não com taxas flutuantes - ou por índice de preços, e admite o pagamento periódico de rendimentos um intervalo de, no mínimo, 180 dias. Incide tributação de IRPF.

    6. RDB - Recibo de Depósito Bancário. 

    Com prazo de vencimento predefinido, o RDB conta com rentabilidade fixada no ato de sua emissão, pré ou pós-fixada. Assim, no final do prazo contratado, o investidor recebe o valor aplicado (principal), acrescido da remuneração prevista. O RDB pode ser emitido por bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento e de investimento, e por sociedades de crédito, financiamento e investimento. Um diferencial deste tipo de investimento é que ele pode ser resgatado junto à instituição emissora antes do prazo contratado, desde que decorrido o prazo mínimo de aplicação. Antes do prazo mínimo não são auferidos rendimentos. Incide tributação de IRPF.

    7. CDB Certificado de Depósito Bancário.

    Um dos investimentos mais populares do mercado, instrumento tem como atrativos liquidez e cobertura do FGC. O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um dos instrumentos financeiros mais tradicionais do mercado brasileiro e o título de Renda Fixa mais adquirido pelo investidor pessoa física. Para os investidores, os principais atrativos do CDB estão na possibilidade de contratação do ativo com liquidez diária e o fato do instrumento possuir a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito - FGC. O risco de quem adquire um CDB está diretamente associado à solidez de seu emissor, uma instituição financeira, e as características do CDB são determinadas no momento de sua contratação, aonde prazo e forma de rendimento são previamente definidos. Sua remuneração, que pode ser prefixada ou pós-fixada, é baseada em diversos indexadores. O mais utilizado é a Taxa-DI. Incide tributação de IRPF.

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